O Pará mais uma vez aparece em destaque negativo no cenário nacional. Segundo o Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgado nesta quarta-feira (20), o estado registrou o pior desempenho socioambiental do país e concentra 11 das 20 cidades com a pior qualidade de vida do Brasil.
Com média de apenas 55,80 pontos numa escala de 0 a 100, o Pará ocupa a última colocação entre as 27 unidades federativas. O resultado escancara um cenário de abandono social, precariedade estrutural e ausência histórica do poder público em diversas regiões.
Riqueza natural x pobreza social
O levantamento evidencia uma contradição alarmante: enquanto o Pará lidera exportações minerais e arrecada bilhões todos os anos, grande parte da população segue sem acesso digno à saúde, saneamento, educação, infraestrutura e segurança.
Municípios mais afetados
O caso mais grave é o de Jacareacanga, no sudoeste paraense, que aparece como o segundo pior município do Brasil em qualidade de vida, atrás apenas de Uiramutã (Roraima). A cidade recebeu nota de apenas 44,32.
Além dela, outros municípios paraenses figuram entre os piores do país:
Portel
Pacajá
Anapu
Uruará
Trairão
Bannach
São Félix do Xingu
Cumaru do Norte
Oeiras do Pará
Anajás
Belém e o desafio da COP 30
Nem mesmo Belém, capital que se prepara para sediar a COP 30, conseguiu apresentar desempenho satisfatório. A cidade ficou apenas na 21ª posição entre as 27 capitais brasileiras, com nota 63,90, atrás de outras capitais da região Norte, como Palmas, Manaus e Boa Vista.
Enquanto Curitiba, Brasília e São Paulo lideram o ranking nacional, Belém segue convivendo com problemas crônicos de mobilidade, saneamento precário, insegurança, ocupações desordenadas e desigualdade social.
O que o IPS revela
O IPS Brasil mede não apenas riqueza econômica, mas a capacidade do poder público de transformar arrecadação e desenvolvimento em qualidade de vida. É justamente nesse ponto que o Pará fracassa de forma contundente, revelando um colapso social que ameaça tanto pequenas cidades isoladas quanto centros urbanos estratégicos.
FONTE: Portal Destaque, IPS Brasil
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