O Ministério Público Eleitoral (MPE) do Amazonas determinou, nesta semana, a abertura de uma investigação para apurar possíveis vínculos de pré-candidatos com facções criminosas. A medida envolve a atuação conjunta da Polícia Federal (PF), da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
A portaria, assinada pelo procurador regional eleitoral Edmilson Barreiros Júnior e publicada no Diário do Ministério Público Federal em 18 de junho, busca garantir a legitimidade e a segurança do processo eleitoral de 2026 diante do risco de infiltração de organizações criminosas na política.
Estratégia nacional contra o crime organizado
Em reunião realizada no início de junho, procuradores regionais eleitorais de todo o país definiram o combate à influência de facções como uma das três principais metas institucionais para o pleito deste ano. A preocupação é evitar que grupos armados ou milícias utilizem candidaturas como instrumento de legitimação e expansão de poder.
Precedentes no TSE
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já reconheceu a necessidade de enfrentar a infiltração de organizações criminosas na política. Em casos julgados no Rio de Janeiro, como o do ex-vereador Fabinho Varandão (MDB), a Corte indeferiu candidaturas ligadas a milícias. O ministro Nunes Marques destacou que tais organizações exercem poder paralelo e controle territorial, comprometendo a democracia.
Órgãos acionados
O MPE enviou ofícios para:
-Polícia Federal (SR/PF-AM)
-Agência Brasileira de Inteligência (Abin)-Gaeco (MP-AM)
Esses órgãos deverão fornecer informações sobre pré-candidatos com possíveis vínculos com facções, milícias ou grupos congêneres.
Próximos passos
Com base nos dados recebidos, a Procuradoria Regional Eleitoral poderá adotar medidas judiciais para impedir registros de candidatura ou cassar mandatos, caso sejam confirmados indícios de envolvimento com organizações criminosas.
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