A vereadora Maquivalda Barros utilizou suas redes sociais e a tribuna da Câmara Municipal de Parauapebas para fazer críticas diretas à gestão do prefeito Aurélio Goiano, apontando o que considera um desequilíbrio nas prioridades da administração pública.
Segundo a parlamentar, o governo municipal gasta mais de R$ 5,9 milhões por mês para manter 668 assessores, enquanto áreas essenciais, como a educação, enfrentam carência de profissionais e estrutura. A declaração gerou repercussão e ampliou o debate político na cidade.
Durante seu pronunciamento, Maquivalda destacou que, com o mesmo valor aplicado atualmente nos cargos comissionados, seria possível custear 1.088 assistentes pedagógicos, ao custo estimado de R$ 5,2 milhões mensais. De acordo com ela, esses profissionais são fundamentais para o atendimento de alunos, especialmente crianças que necessitam de acompanhamento especializado.
A vereadora também chamou atenção para a realidade enfrentada por famílias, incluindo mães de crianças atípicas, que enfrentariam dificuldades na busca por apoio e serviços básicos. Em sua fala, ela afirmou que faltam assistentes pedagógicos, merendeiras e investimentos em áreas prioritárias, enquanto, segundo sua avaliação, há excesso de cargos voltados à articulação política.
Maquivalda ainda adotou um tom firme ao afirmar que não irá recuar em suas denúncias. A parlamentar declarou que continuará fiscalizando a gestão e criticou o que classificou como perseguição a servidores e abandono da população.
A manifestação reforça o clima de tensão política em Parauapebas, marcado por embates entre Legislativo e Executivo, além de discussões sobre gestão de recursos públicos e prioridades administrativas. Até o momento, a Prefeitura não se pronunciou oficialmente sobre as declarações da vereadora.
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