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POLITICA: Prefeito Aurélio Goiano diz que não vai conseguir tapar os buracos de parauapebas mas gestão acumula denuncias


Durante a campanha eleitoral, o prefeito de Parauapebas, Aurélio Goiano, prometeu acabar com os buracos das ruas em menos de três meses. Mais de um ano após assumir o mandato, em entrevista recente à TV, o gestor admitiu publicamente que não conseguirá resolver o problema crônico da infraestrutura viária da cidade. A declaração expõe o contraste entre as promessas feitas e a realidade enfrentada pela população, mesmo diante dos bilionários recursos que entram nos cofres municipais.

Em 2025, a Prefeitura arrecadou mais de R$ 2,47 bilhões, e apenas em 2026 já ultrapassa R$ 1,1 bilhão. Grande parte desses valores vem da mineração, mas, segundo denúncias, os investimentos não se refletem em melhorias concretas.

🚧 Infraestrutura em xeque Motoristas e pedestres continuam sofrendo com acidentes provocados pelas vias esburacadas. Contratos de asfaltamento, como os realizados no bairro Cidade Jardim, são questionados por possível superfaturamento, com medições que apontam espessura inferior à contratada e valores inflados.

O caso mais emblemático é a chamada “ponte fantasma” sobre o Rio Pulgas, na vicinal Alto Bonito: foram pagos R$ 1,5 milhão por uma obra que simplesmente não existe. A Justiça já foi acionada, mas o episódio se tornou símbolo da gestão.

⚖️ Operação do MPPA Na última segunda-feira (15/06/2026), agentes do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Pará cumpriram mandados de busca na residência do prefeito e em dependências da Prefeitura. A operação corre em segredo de justiça, mas reforça as suspeitas que pairam sobre a administração. Aurélio Goiano declarou estar “tranquilo”, enquanto a população exige respostas.

🗑️ Coleta de lixo e denúncias de funcionários fantasmas Outro ponto crítico é a limpeza urbana. A gestão afirma não conseguir manter a cidade limpa e alega necessidade de contratar mais pessoal. No entanto, denúncias apontam para a existência de funcionários fantasmas, com salários acima de R$ 10 mil destinados a cargos inexistentes ou inativos.

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