A aplicação de recursos públicos nas obras de infraestrutura do bairro Cidade Jardim, em Parauapebas, tornou-se o centro de um intenso debate político e social. Apesar dos registros oficiais apontarem pagamentos que ultrapassam R$ 40,5 milhões em 2025 para drenagem e pavimentação, a realidade dos moradores continua marcada por buracos crônicos e graves problemas de saneamento.
Documentos da Prefeitura mostram que o Consórcio Vitória recebeu R$ 29,1 milhões para etapas da obra, enquanto a Laca Engenharia Ltda foi contemplada com R$ 11,4 milhões. Mas nas ruas, a pergunta é direta: onde foi parar esse dinheiro?
A oposição na Câmara Municipal denuncia indícios de superfaturamento, como asfalto até 40% mais fino que o previsto em contrato. As críticas levaram à suspensão judicial de um aditivo de R$ 20 milhões e ao questionamento de pagamentos por uma “ponte fantasma”.
Enquanto milhões evaporam em contratos, o retrato do Cidade Jardim segue contraditório: bairro modelo na propaganda oficial, mas na vida real, lama, buraco e esgoto. A população continua pagando a conta — com o pé na lama e a indignação na voz.
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