A Secretaria Municipal de Educação (Semed) de Parauapebas está no centro de uma crise administrativa após denúncias feitas pelo presidente da Câmara, vereador Anderson Moratorio (PRD). Durante a última sessão ordinária, o parlamentar acusou a gestão de omitir dados e manter escolas em situação precária, mesmo com um contrato de mais de R$ 24 milhões destinado a reformas.
O contrato em xeque
Moratorio questionou por que unidades como a Escola Dorothy Stang permanecem “em ruínas” enquanto a prefeitura continua pagando a Construtora Porto SA. Segundo ele, há inconsistências no Portal da Transparência, onde não constam notas fiscais nem justificativas técnicas do contrato nº 20250186. “Se há dinheiro empenhado e pago, onde estão as reformas?”, disparou o vereador.
Falta de professores
Além da infraestrutura, o parlamentar denunciou um déficit de docentes em disciplinas básicas como Geografia, História e Ciências, especialmente no Colégio Eunice Moreira. Para Moratorio, o orçamento bilionário da cidade torna inadmissível que estudantes tenham o ano letivo comprometido por falta de profissionais.
Saídas propostas
Apesar do tom crítico, o vereador apresentou alternativas para enfrentar a crise:
PEI em Rede: atendimento especializado para alunos com deficiência e tempo de planejamento para professores.
Economia Solidária: marco regulatório para cooperativas e pequenos empreendedores, visando geração de emprego e renda.
As propostas foram aprovadas, mas a Semed tem 15 dias para responder aos requerimentos. A pressão coloca o Executivo contra a parede: ou apresenta as notas e as obras, ou admite incapacidade de gerir os recursos da educação.
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